O Banco Finantia participou no debate sobre a economia portuguesa a convite da prestigiada revista financeira inglesa Euromoney. Sobre a mesa foi equacionado o “agora” em Portugal e as perspetivas futuras de desenvolvimento.

Foi alvo de discussão o aumento da procura interna, das exportações e a reconquista do acesso aos mercados internacionais. A conclusão dos intervenientes foi unânime: os sinais de revitalização da economia portuguesa são evidentes.

 A caminho do crescimento

Este sentimento de recuperação económica e consequente crescimento foi ressalvado pelo membro do conselho executivo do Banco Finantia, David Guerreiro, durante o debate: “As reformas implementadas no mercado de trabalho, passados cinco anos, levaram a um decréscimo do desemprego. Estas reformas têm incentivado as empresas a desenvolver as suas competências de empreendedorismo, o que está a favorecer a criação de emprego e a redução da despesa pública em benefícios sociais.”.

Os restantes participantes partilharam desta linha de pensamento comum. É o caso de Cristina Casalinho da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública que, quando questionada acerca do feedback que recebeu dos investidores no norte da Europa, acrescentou: “A confiança dos investidores em Portugal tem-se fortalecido”. De acordo com Cristina Casalinho, a recuperação começou por ser inicialmente estimulada pelas exportações, sendo que atualmente já se nota a revitalização da procura interna, assente numa maior confiança dos consumidores e das empresas relativamente à capacidade da economia portuguesa gerar mais emprego e mais produtividade. Como reflexo de toda esta nova dinâmica os crescimentos do PIB ressurgiram: 0.9% em 2014 e o Ministério das Finanças projeta um crescimento na ordem dos 1.6% para 2015.

Revitalização dos setores em Portugal

Outro dos temas que esteve em destaque durante o debate foi o “renascer” de vários setores em Portugal, como é o caso do têxtil e do calçado, sobretudo em termos de exportação para o estrangeiro.

Luis Laginha de Sousa, Chairman e CEO na Euronext Lisboa, destacou outras áreas igualmente importantes, como a agricultura e a silvicultura (gestão de ecossistemas florestais), que têm contribuído fortemente para o PIB da economia portuguesa e acrescenta: “Nestes setores é evidente que há potencial para um crescimento continuado”.