Visitar a Casa de Serralves é como fazer uma viagem no tempo. Intocável desde a sua construção, em 1944, trata-se de um lugar repleto de história e que é um exemplar único da Art Déco em Portugal.

Nela está vincada a assinatura de vários artistas nacionais e internacionais da época como Marques da Silva, Charles Siclis, Jacques Émile Ruhlmann, René Lalique e Edgar Brandt, que em conjunto deram um toque especial à obra e criaram um ambiente único que não é indiferente às famílias que visitam a Fundação de Serralves.

Que comece a viagem…

A visita guiada à Casa de Serralves está dividida em várias partes. O itinerário começa pela apreciação de uma peça única de Art Déco, a fachada da entrada principal, seguindo-se um passeio pela parte exterior da Casa que contempla toda a riqueza paisagística dos jardins envolventes. No entanto, a visita não fica completa sem a passagem obrigatória pela Capela e pelo interior da obra que é um claro símbolo e talvez o mais notável exemplar deste movimento artístico internacional em Portugal. E a viagem culmina da melhor forma: com um passeio pelo magnífico parque de Serralves.

Durante a visita repare no requinte de algumas peças: por exemplo, os pisos em pedra de lioz e os soalhos de madeiras exóticas, as casas de banho forradas a mármore e com banheiras cavadas na pedra, o geometrismo dos estuques ou a curvatura da escada da biblioteca.

Convencido? Pode visitar a Casa de Serralves de terça a sexta-feira entre as 10 horas e as 17 horas. Ao fim de semana e feriados o horário de visita estende-se até às 19 horas.

 A história de uma Casa-Museu

Em 1925 o Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, herdou uma casa repleta de extensos e magníficos jardins que decidiu transformar  com o apoio constante do arquiteto, José Marques da Silva. Para tal contou com o talento e mestria dos arquitetos e decoradores de Paris – entre eles Jacques Émile Ruhlmann, Charles Siclis e Jacques Gréber – que idealizaram e desenharam o mobiliário do espaço.

Contudo a casa acabaria por ser vendida a Delfim Ferreira, Conde de Riba D´Ave em 1957. Anos mais tarde, no final da década de oitenta, o Estado Português adquiriu a Casa aos herdeiros do Conde com o objetivo de lá construir um museu de arte moderna disponível para a apreciação de todos. Hoje, a Casa de Serralves é conhecida por ser “um museu por direito próprio” ao proporcionar “espaços para exposições e projetos de artistas integrados no programa do Museu de Arte Contemporânea”.