São cerca de 40 mil crianças e jovens que em Portugal se debatem diariamente com a síndrome de Asperger, uma doença do espetro do autismo que afeta, sobretudo, o sexo masculino.

A Síndrome de Asperger é designada como uma perturbação neurocomportamental de base genética. Simplificando, trata-se de uma perturbação do desenvolvimento que desencadeia problemas ao nível do comportamento e da interação com o outro. Por afetar a capacidade de adaptação social, muitos dos portadores acabam por abandonar a escola quando atingem a adolescência, por se sentirem frustados e incompreendidos.

Sintomas e diagnóstico diferencial

Tal como noutras desordens do espetro do autismo, o diagnóstico da síndrome de Asperger nem sempre é fácil de obter, já que a perturbação não se identifica por uma característica especial, mas sim pela existência de um conjunto de sintomas e critérios comportamentais:

  • Défice de comportamento social;
  • Interesses limitados;
  • Comportamentos rotineiros;
  • Peculiaridade do discurso e da linguagem;
  • Perturbação na comunicação não-verbal;
  • Descoordenação motora.

Todas estas dificuldades, em conjunto, culminam no isolamento dos portadores do Síndrome de Asperger. Sem esquecer que estes limitam os seus interesses em determinados assuntos o que prejudica também as relações interpessoais.

APSA: integrar e promover oportunidades

Para que os portadores de Asperger consigam atingir todo o seu potencial, que muitas das vezes é extraordinário, é essencial um diagnóstico precoce.  O desafio seguinte passa pela integração plena destes jovens na sociedade.

É aqui que entra a APSA, Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger: fundada em 2003, esta associação particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, quer contribuir para a construção de uma sociedade na qual as pessoas com Síndrome de Asperger tenham igualdade de oportunidades e se sintam aceites, respeitadas e realizadas.

Um dos projetos da APSA é a Casa Grande, um espaço de formação de competências sociais e funcionais destinado a jovens a partir dos 16 anos, que procura desenvolver a autonomia dos jovens que vivem com Asperger, promovendo deste modo uma inserção auto-sustentada na vida ativa e no mundo do trabalho.

No âmbito da sua política de responsabilibidade social, o Banco Finantia apoia a APSA com donativos, reconhecendo a importância do trabalho desenvolvido pela associação ao longo dos anos e contribuindo, assim, para apoiar uma causa que lhe é muito querida: ajudar crianças e jovens com necessidades especiais de desenvolvimento.